segunda-feira, 28 de junho de 2010

I still haven't found what I'm looking for ='(




Ensinam muitas coisas as garotas
“Se um cara bate em você, ele gosta de você;
Nunca tente aparar sua própria franja;
Um dia você vai conhecer um cara incrível e ser feliz pra sempre”.
Todo filme e toda história implora para esperarmos por isso.
A reviravolta no terceiro ato;
A declaração de amor inesperada;
A exceção a regra.
Mas, às vezes, focamos tanto em achar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais.
A diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer;
Entre os que vão ficar e os que vão nos deixar;
E, talvez esse final incrível não inclua um cara incrível.
Talvez seja...
Você...
Sozinha...
Recolhendo os cacos e recomeçando.
Ficando livre pra algo melhor no futuro.

Talvez o final feliz seja só...
Seguir em frente.
Ou talvez o final feliz seja isto...
Saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos;
Com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados;
Com toda vergonha e todo constrangimento,
Você aprende a se defender e, a cada pancada, que deve baixar menos a cabeça e se impor mais. Porque se você se nega a abrir os olhos e continua sonhando acordado, dia e noite, com algo que só você acredita...

Você corre um sério risco de continuar assim, pra sempre... Sonhando.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Há poesias que não se lê. Se sente.



Resposta - Skank

Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou prá trás
Também o que nos juntou...

Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só prá saber
O que você achou
Dos versos que eu fiz
Ainda espero
Resposta...

Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou...

Você está vendo
O que está acontecendo
Nesse caderno
Sei que ainda estão...

Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite...

Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Bom dia Brasil? Se afoga Nordeste.



É um absurdo assistir o nordeste ser destruído pelas enchentes, 29 pessoas morreram em Maceió e 19 em Pernanbuco, outras que perderam tudo, mais de 607 pessoas desaparecidas e ver que a mídia não dá nem 10% da atenção que recebeu a "cidade maravilhosa" quando a barreira caiu sobre barracos.

Onde estão as campanhas para arrecadação de donativos. Maceió tem menos de uma tonelada de alimentos. Que hipocrisia é essa de falar da nossa região como se lamentasse o que acontece aqui, mas não tem a coragem de promover uma mobilização para ajudar?

Por quê? Porque é o Nordeste?

Quando o Rio de Janeiro sofreu, o Brasil se mobilizou pra ajudar. Todos aceitaram os donativos do Nordeste sem reclamar, sem protestar e serviu, não foi? Agora é hora de nos ajudar e a mídia fecha os olhos, cruza os braços e diz: Que pena, olha que triste. Deus tenha piedade. Espero que a chuva pare.

Agora eu digo: Onde está o poder da Rede Globo de mobilizar um país quando não é só um bairro que precisa, são dois estados inteiros?

Nordestinos, mas que nunca viraram o rosto para ajudar qualquer que fosse a região. É uma das regiões que mais participa de doações nacionalmente promovias, mesmo sendo a mais sofrida, mostramos solidariedade. Onde está a grandeza do Sul e Sudeste?

Achei que o único jornalismo de qualidade, o Bom Dia Brasil, faria jus ao seu nome mostrando uma preocupação maior com nossa região. Não, claro que não. "É o Nordeste, deixa pra lá, eles estão acostumados a sofrer e sempre renascem das cinzas".

É. Somos fênix. Fechem a porta pra nós. Vocês sentirão o gosto das cinzas nessa magnitude um dia, não que eu deseje, mas "é dando que se recebe", e neste dia vão olhar pra nós e dizer: Como vocês conseguem levantar sozinhos?!

A resposta é: Sozinhos... Tchau.

E-mail enviado ao Bom Dia Brasil.
Resposta (automática?):

Vanessa

Respeitamos sua opinião e crítica. Suas considerações serão levadas ao conhecimento da direção do programa.


Cordialmente
Rede Globo

domingo, 20 de junho de 2010

A voz... Melhor o silêncio.



Ser notado.
Ser o centro das atenções não é nada agradável, ao meu ver. Ter a atenção de quem se ama, sim, vale muito.

Depois desses dias de chuva intensa e de cheias nas cidades do meu estado lindo de Pernambuco, o sol apareceu nos últimos dois dias. Mas apareceu pra enfeitar, não aquele pra esquentar e DIZER: acabou, minha gente. Chega de chuva arrasadora.
É exatamente isso. Um sol adorno, e só.

Sente-se que a presença é um adereço, o sorriso é mais um ruído. Na hora de deixar a voz colérica de um desabafo quase vomitado de dor, não se ouve, se escuta.
Sente-se que se calar, no final, não fará diferença, porque no começo também não fez.
Sente-se que seu sangue não lhe ouve e que na hora escura, é esse mesmo sangue desprezado, que vai segurar a mão.
Sente-se que um novo estranho te enxerga, não só te vê. Que só depois disso o, já consolidado irmão, nota você.
Sente-se que, não importa o quanto você faça, há sempre alguém distante que vale mais longe do que você perto, e isso não é escondido de você. É jogado na sua cara, como se você fosse tão cego quanto mudo.

A voz...

Me calo. O silêncio é adorado por mim agora. Cansei de escutar minha voz entalhar palavras e fazer mais diferença pra madeira atrás da porta, depois de passar direto pelo ouvido de quem me pediu pra falar. Vamos manter as coisas brandas, é o suficiente para que a consciência seja massageada e nada seja notado.
Dizem: É melhor ver o meu ombro amigo firme, pois quando eu precisar, vai estar lá. To sem tempo agora pra dar o meu. E se eu der o meu, vai ser pior, porque ele vai chorar e a dor só piora quando damos atenção a ela.

Entendo, muita bondade da sua parte. Obrigada pela atenção, agora, dispensada. Meu silêncio agora vai falar. Espero que não adormeça meu corpo quando você encostar a cabeça no meu ombro pra chorar.

PS: Espero estar errada com relação ao sol.
Que ele venha e fique, que nos recuperemos e que, ao chover, seja pra matar a sede, não matar a todos.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Em standby


Sabe quando tudo a sua volta começa a sair exatamente como você não queria? Algumas pequenas e outras que nem preciso comentar. A maioria não depende de você. Pronto.
Inércia = "Deixa a vida me levar... Vida leva eu".

É isso aí. As vezes é mais vantagem não ver, falar ou escutar. Deixar que o vento passe e leve essa chuva de cinzas. Se não passar, quando eu voltar a enxergar, vai estar tudo em preto e branco. Shuahushushshshhsuahuahau... Vamos ser sarcásticos. Me nego a chorar de novo!!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Esse buraco no peito pesa. Mas está na cabeça o que não consigo segurar.



São, mais ou menos, 5:20h. Não sei exatamente nem vou me dar ao trabalho de olhar o relógio do celular, dentro da bolsa. Fiquei até tarde acordada. A primeira etapa oficial para o cruzeiro é hoje, tinha coisas à arrumar. Entre a obrigação e o sono, conversei com um amigo e, me olhando na web cam, notei que estava mesmo fingindo sorrir nos últimos dias. De acordo com M, consegui bem no último.
Fingir, nem sempre, é falsidade. Foi necessário. O dia não era meu. Há outros ao redor e ainda não sou tão egoísta quanto gostaria de ser pra esconder meu rosto num travesseiro e fazer de conta que o mundo se resume entre o espaço que separa meu rosto de se tornar parte da fronha encharcada.
Lembrei de uma música de Nação Zumbi. De uma frase, na realidade. E trocaria uma palavra apenas nessa minha versão atual “meu coração pesa uma tonelada”.
Me acho patética escrevendo. Sentada na calçada, esperando um ônibus que, há dias – nem quero contar quantos porque me trará imagens que não quero ver -, me levaria pra o lugar que eu estava mais ansiosa pra chegar do que qualquer outra coisa. Agora é só mais um lugar que tenho que ir.
Porque no fim, é isso. Temos que ir; ou porque nos obrigaram ou porque nos obrigamos. “Eu quero ir/fazer/ter/comprar/ser/conquistar” é só um jeito confortável para o nosso instinto de liberdade. Acreditar que temos opções. Na realidade chegamos a um ponto que se não escolhermos algo que nos disseram ser legal, não seremos aceitos. Isso é vergonhoso, estúpido. Hipócrita. Gostamos do que gostam. Ponto.
Infelizmente não posso ser egoísta. Não posso decepcionar a razão pela qual “tomo” as grandes curvas da minha vida. É por essa razão que mais finjo. E se ela acreditar que ainda sonhamos as mesmas coisas... Está tudo bem. É por ela que faço. Ela merece se realizar. E eu mereço deglutir isso porque, pra mim, já não tem mais sabor.

domingo, 13 de junho de 2010

A Lista - Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Escorrendo para o escuro

Partida.

Porém ainda montada, como um quebra cabeça que as peças foram colocadas lado a lado, sem ter sido encaixada. Como se ao toque errado, da pessoa errada, com a força inapropriada eu me estilhace em tantos pedaços que não há como juntar. Depois a água da chuva me leve tão rápido para a escuridão que não há como pegar nenhuma parte de mim. E na escuridão eu fique, pra servir de lição e mostrar que é nela que se deve ficar quando se esquece do que é importante na vida.

E o tempo passa... O mesmo tempo que não vi passar quando era verdadeiramente importante... E ainda é, mas nem pra tudo. E todos.

Sinto meu coração disparar e o fluxo do sangue fechar minha garganta como se fosse me obrigar a gritar e implorar "perdão" sempre que penso nele. E me pergunto quantas vezes mais irei sentir isso. Quem irá depois? Quem eu não direi "você é muito importante pra mim" antes que eu fique de novo no escuro?

Sinto meu corpo tremer, como se o sangue não chegasse aos meus membros e eles tem que se segurar nos meus músculos, trêmulos pra se manter unidos ao corpo. Sinto um buraco no meu peito... E me sinto hipócrita.

Parte desse sentimento vem de não saber se você me escuta quando peço perdão. E se escuta, agora já não faz diferença e eu vou engolir esses espinhos pelo resto da minha vida.

Mas não sei como parar de dize: Me perdoa.

Ao mesmo tempo sei que não mereço.